terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Conversa com um Profissional

Daniela Santiago é formada em Relações Públicas pela Universidade Federal de Minas Gerais e é gerente do departarmento de Relações Institucionais da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.
Em uma breve conversa a profssiocinal ressaltou o preconceito que o a profissão de Relações Públicas, "muitas vezes somos confundidos com meros planejadores de eventos" dissa ela. Entretanto ela alega que é possível sim encontrar um espaço no qual o profissional de RP vai poder execercer suas tarefas e aplicar seus conhecimentos.
Ao ser questionada sobre a importância do diploma, Daniela respodeu que acha que o diploma em Relações Públicas é importante e a formação superior deve ser levada a sério. Na verdade ela acredita que o diploma é importante para todas as habilitações, tanto em Publicidade e Propaganda quanto em Jornalismo. "É interessante que um profissional tenha a formação geral em comunicação, mas que também possua os conhecimentos específicos de sua área. Não é de se esperar que um jornalista vá entender do relacionamento com os diversos públicos de uma organização tão bem como um RP. Mas ambos devem ter uma visão geral da comunicação dessa mesma organização". Quando perguntada sobre quais conhecimentos são mais específicos de um Relações Pública ela disse ser o relacionamento com o público, a capacidade de fazer uma mapeamento de públicos, o conhecimento de técnicas para fazer um planejamento.
A última pergunta feita foi "Agora você poderia dar alguma dica para quem pretende formar em RP?" A resposta foi manter em mente a visão geral da comunição aplicando os conhecimentos técnicos e especícifos da área de Relações Públicas. "Um profissional de RP deve ser ao mesmo tempo geral e específico", disse Daniela.

Depoimento de uma futura jornalista que estagiou em RP

  1. Como você define o papel de um Relações Públicas na sociedade? Um relações públicas é um profissional que relaciona diretamente com diferentes tipos de público. Por isso ele deve conhecer e compreender bem a sociedade para a qual ele trabalha. Em relação a organização de eventos, área da relações públicas que eu atuei, posso dizer que não é uma tarefa simples e que a presença de um profissional de relações públicas é fundamental. Promover a interação entre públicos.
    Outro aspecto que merece ser ressaltado, é que muitas pessoas não sabem realmente qual é o papel de um RP. Em uma empresa que possui um rp, por exemplo, brindes são distribuídos em datas comemorativas, pessoas renomadas são convidadas para palestrar, lanches sáo servidos e ninguém sabe que o profissional de rp que foi o responsável pela organização de tudo isso. portanto, acho que o principal papel de um relação publicas na sociedade é promover a interação entre públicos diversos, estando sempre atendo a todos os detalhes e a satisfação das pessoas.
    Resumindo, um relações públicas é um profissional que relaciona diretamente com diferentes tipos de público. Por isso ele deve conhecer e compreender bem a sociedade para a qual ele trabalha. Em relação a organização de eventos, área da relações públicas que eu atuei, posso dizer que não é uma tarefa simples e que a presença de um profissional de relações públicas é fundamental.
    Outro aspecto que merece ser ressaltado, é que muitas pessoas não sabem realmente qual é o papel de um RP. Em uma empresa que possui um rp, por exemplo, brindes são distribuídos em datas comemorativas, pessoas renomadas são convidadas para palestrar, lanches sáo servidos e ninguém sabe que o profissional de rp que foi o responsável pela organização de tudo isso. portanto, acho que o principal papel de um relação publicas na sociedade é promover a interação entre públicos diversos, estando sempre atendo a todos os detalhes e a satisfação das pessoas.
  2. Você defende a necessidade de um diploma para a profissão de Relações Públicas? Por que? O diploma é importante pq conhecimentos técnicos agilizam na organização de eventos e na faculdade os estudades podem aprender estratégias de relacionamento com o público.
  3. Como estudante de jornalismo você sentiu alguma dificuldade? Tive dificuldade exatamente com esses conhecimentos técnicos e com essas estratégias de relacionamento.Em relação aos conhecimentos técnicoss tive dificuldades para organizar maillings, elaborar orçamentos e para calcular a quantidade de comida e bebida necessária para um evento.
    Nas estratégias de relacionamento, achei difícil aprender diferentes técnicas de escrever um e-mail e até mesmo maneiras específicas de conversar no telefone.
    Acho que as estratégias de relacimento, você aprende na prática. O curso de relações públicas é importante para que o profissional compreenda a sociedade para a qual ele trabalha e para que ele adquira conhecimentos técnicos.
  4. O que você achou da experiência de trabalhar com Relações Públicas? Gostei muito. Se eu soubesse as funções do RP antes de prestar vestibular eu teria feito Relações Públicas e não Jornalismo.
Raphaela Canabrava Santiago Rodrigues Mendes
Estudade do 6º período de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC
Ex-Estagiária de Relações Públicas do Centro Cultural Gastronômico Maharaj, Belo Horizonte/MG.
Período: novembro/2008 a agosto/2009
Atribuições: Organização de eventos, relacionamento com o público, atualização e divulgação para malling, análise de propostas comerciais (jornais, revistas e TV), releases e entrevistas para jornais e revistas.
Apoio ao Consulado Honorário da Índia em Minas Gerais e a Câmara de Comércio Índia/Brasil: apurações, fotos, entrevistas e releases para Assessoria de Imprensa das empresas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O profissional de Relações Públicas Contemporâneo

No DNA, das Relações Públicas, encontramos: a defesa do interesse público, a necessidade de informar com transparência e honestidade ações organizacionais, através de notícias jornalísticas e não publicitárias, nos primórdios do século XX, através do jornalista Ivy Lee, surgiram as bases do que conhecemos hoje como Relações Públicas.

O interesse público, até então renegado, pela ganância dos primeiros grandes capitalistas do século passado, teve no surgimento das Relações Públicas o seu alicerce seguro e era a defesa que a sociedade encontrava contra os interesses exclusivos dos grandes capitalistas que surgiam.

Graças ao êxito do trabalho pioneiro, realizado por Ivy Lee, o capitalista John D. Rockfeller, teve a oportunidade de reescrever sua história e reverter para a sociedade um pouco de seu sucesso empresarial, e até mesmo o Brasil em 1916 contou com os benefícios da fundação Rockfeller.

Hoje, a sociedade cobra das organizações, o que denominamos de "responsabilidade social", muito tem sido feito nesta área, e em países como o nosso, ainda é um campo com enormes potencialidades.

Hoje o setor de Relações Públicas depara-se com desafios que vão muito além da capacidade de informar ações organizacionais, atualmente cabe á Relações Públicas, situar-se na linha de frente, na execução do planejamento estratégico das empresas. De forma, a trabalhar pela propagação das diretrizes estratégicas elaboradas pela alta chefia chegar eficazmente até o chamado chão de fábrica.

Foi-se, o tempo em que os objetivos da empresas, eram elaborados e mantidos em sigilo, guardados á sete chaves. Ninguém pode seguir, ou, mesmo fazer aquilo que não se conhece. Neste sentido, como zelador da imagem organizacional, cabe ao departamento de relações públicas, incrementar políticas de comunicações internas, em conjunto com as políticas de endomarketing, para se executar o planejamento estratégico que foi elaborado / planejado.

Atualmente o Brasil se prepara, para ser a quinta maior economia do planeta, e o papel de Relações Públicas, já não é o mesmo do passado, onde era comum, contratar-se pessoas que tivessem influência junto á instâncias governamentais, para ser um elo entre as duas pontas.

Hoje, profissional de Relações Públicas brasileiro, encontra-se mais valorizado e com novas responsabilidades, que vão de encontro a manter a empresa, num patamar de maturidade em seu longo ciclo de vida, para o bem de toda a comunidade envolvida.

História do POP: Um depoimento de Nemércio Nogueira

O Pop, Prêmio Opinião Pública, foi criado pelo Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas em 1980. Nemércio Nogueira foi Presidente do conselho no final dos anos 70 e foi um dos idealizadores e responsáveis pela criação do prêmio que é hoje o mais renomado e cobiçado prêmio de Relações Públicas do Brasil. O pop não apresenta fins lucrativos e visa destacar os melhores trabalhos da profissão no ano, além de estimular o movimento da área e os profissionais a sempre desenvolverem ações com competência, credibilidade, profissionalismo e criatividade.


Abaixo o depoimento do Relações Públicas Nemércio Nogueira sobre a criação do POP:

“A idéia de criar o Prêmio Opinião surgiu no final da década de 70, quando eu era presidente do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas – 2ª Região. Exercendo a profissão desde o início dos anos 60, eu sentia muito claramente a necessidade de demonstrar aos empresários e executivos (nossos clientes e empregadores) a relevância profissional de nosso trabalho. Pareceu-me então que uma forma adequada de alcançar essa meta seria a criação de um prêmio que distinguisse os trabalhos profissionais bem feitos e não simplesmente "O Homem de RP do Ano".

Foi assim que, com ajuda inestimável e a imensa dedicação de Antônio da Silva Leite que, à época, era Secretário-Geral do Conrerp, escrevi o regulamento e o registramos em cartório. Antes disso, eu havia procurado os dirigentes da ABRP – Associação Brasileira de Relações Públicas – para falar sobre a idéia e propor-lhes que o Prêmio fosse uma iniciativa conjunta das duas entidades. Eles, porém, não demonstraram interesse e por isso o Prêmio Opinião Pública ficou sendo exclusivamente do Conrerp.

Para redigir o regulamento, baseei-me em duas fontes principais: o Silver Anvil, prêmio entregue anualmente nos Estados Unidos pela Public Relations Society of America e o Top de Marketing da ADVB. Eu procurei definir que o Prêmio Opinião Pública fosse sempre outorgado a programas específicos, de forma a atingir o objetivo de demonstrar a utilidade e a importância do trabalho de Relações Públicas em várias situações: comunicação interna, apoio a marketing, divulgação jornalística, campanha comunitárias etc.

Hoje, quase 20 anos depois e já tendo distinguido vários trabalhos, seus autores, as empresas especializadas responsáveis e seus clientes, constato que o Prêmio Opinião Pública poderia alcançar repercussão ainda maior, se os atuais dirigentes das entidades profissionais de Relações Públicas de todo o Brasil se empenhassem em aperfeiçoá-lo, descentralizando a premiação e criando concursos regionais, que culminariam na premiação nacional. Quem, aliás, vem seguindo essa estratégia com grande sucesso são os responsáveis pelo Prêmio Aberje de Comunicação Empresarial.

Se há algo que realmente me orgulho, em termos de realização profissional, é o fato de ter sido o presidente do CONRERP SP/PR na gestão que criou o Prêmio Opinião Pública, que se constitui, a meu ver, no mais importante instrumento de divulgação e promoção de nossa atividade no país.

Não só porque sua função é distinguir trabalho realizados – e não apenas os profissionais que os desenvolveram – mas também porque são, em minha opinião, o mais objetivo meio de difusão das técnicas, estratégias, metas e resultados do trabalho de Relações Públicas. Ano após ano – como acontece desde 1980 – o Prêmio Opinião Pública estará construindo um verdadeiro painel de trabalhos modelares que, além da divulgar nossa profissão juntos aos empresários, estarão também servindo de modelo, inspiração e fonte de conhecimentos para estudantes, professores e até para os próprios profissionais do setor.”


México – campanha de RP para recuparar a imagem


Crime organizado, narcotráfico, gripe A. Desde que o presidente Felipe Calderón Hinojosa assumiu a presidência do México em 2006 foi assolado pela forte onda de violência decorrente da luta contra o crime e a gripe que arrasou o país no ano de 2009, contribuindo para uma forte deterioração da sua imagem no exterior. O Conselho de Promoção Turística do México constatou, por meio de pesquisa, que a imagem projetada pelo país é de insegurança e de insalubridade. Para reverter a situação, o presidente anunciou o lançamento de uma campanha de relações públicas sem precedentes para promover o país como destino turístico e de investimentos e limpar sua imagem perante o resto do mundo.

O México é considerado um dos destinos mais visitados na América Latina. Foi observado, no entanto, que o volume de turistas diminuiu em 15% nos últimos anos. É, uma imagem ruim projetada no exterior pode trazer sérias conseqüências a um país.

A identificação do México como um país palco de assassinatos e violência protagonizados por quadrilhas de narcotráfico, e a falta de um plano de comunicação efetivo que acompanhe o exército em sua luta contra o crime organizado, acaba por prejudicar o setor de turismo, levando medo à pessoas que visitam o pretendem visitar o país. Segundo Carlos Chávez, professor de Comunicação da Universidade de Anáhuac, outro ponto a ser tratado, são as más experiências por que passa um país estrangeiro em visita ao México, e que são repassadas a outros contribuem para a deterioração da imagem do país.

Dessa forma, na campanha não deve tratar apenas de promover os melhores destinos turísticos no México, mas deve se preocupar com as questões sociais da realidade do país, de forma a corrigir a percepção que o estrangeiro tem sobre o mesmo. De acordo com o anunciado pelo presidente Calderón “o projeto de reformulação da imagem mexicana, não trata apenas de colocar nos meios de comunicação as muitas praias e pirâmides do México para serem vistas em alguns países do mundo, mas também de explicar os problemas vividos e como eles são enfrentados.”

Isso é coisa de RP?

Já é antiga a disputa entre Jornalistas e profissionais de RP sobre a atividade de assessor de imprensa, alguns dizem que é só coisa de jornalista, outros de jornalistas junto com rp’s e outros acham que qualquer um pode fazer. Navegando pela internet achei um texto muito interessante de Marcello Chamusca em que ele diz que o único profissional com formação suficiente para exercer a assessoria de imprensa é o profissional de relações públicas.

Para esse exercício ele diz que é preciso qualidades que só um RP possui para obter resultados satisfatórios, que são:

  • técnicas para mediar interesses da organização e seus públicos;
  • técnicas para mediar conflitos e buscar a cooperação em todos os níveis organizacionais;
  • técnicas de gerenciamento de crises internas e externas a partir do profundo conhecimento que o RP deve possuir das políticas da organização, já que muitas delas são criadas ou sugeridas por ele, e das opiniões e expectativas dos seus públicos;
  • técnicas para gerenciar as redes de comunicação, estrategicamente, de forma integrada;
  • o desenvolvimento da perspectiva das individualidades nas relações com públicos diferenciados; e, finalmente,
  • a noção de que a Imprensa é um público e como tal deve ser estudado e tratado pelas suas especificidades e não homogeneamente como um jornalista, que não tem na sua formação o domínio das técnicas de RP, o trataria.

É preciso um tipo de profissional que saiba fazer que tenha visão de mundo e capacidade de analisar para que ele possa estabelecer conexões entre os interesses específicos de cada grupo e os fatos de acordo, o que nada mais é do que fazer Relações Públicas.

domingo, 21 de novembro de 2010

O Relações Públicas ganhando espaço no mercado

O Relações Públicas exercita a comunicação organizacional. Ele exerce diferentes funções isso varia da situação em que ele atua e no tipo de organização que ele atua. Mas em geral o Relações Públicas trabalha tentando estabelecer um equilíbrio entre determinada empresa e seu público. Além de estabelecer o equilíbrio interno da empresa.

A profissão não costumava ser bem recebida no mercado, as pessoas não sabiam o que era um Relações Rúblicas, mas isso vem mudando. A profissão de pouco a pouco vem ganhando seu espaço e as empresas cada vez mais reconhecem sua importância e sua necessidade.

Para o sucesso de uma empresa é imprescindível que ela tenha uma boa imagem, já que sua imagem será a primeira coisa que um cliente verá, será o seu primeiro contato com a empresa, afinal não dizem que a primeira impressão é a que fica? Além disso a boa imagem gera credibilidade. Ai entra o Relações Públicas que promove essa imagem tanto internamente quanto externamente.

Além da imagem, o Relações Rúblicas traça estratégias para a empresa e busca um bom relacionamento e diálogo com o público, sempre mapeando esse e identificando o que ele busca. Ou seja, além de estabelecer a primeira impressão, o Relações Públicas trabalha para que essa imagem seja mantida, dessa forma, traz clientes para a empresa e trabalha para mantê-los.

Depois dessa análise, não é muito difícil imaginar a que se deve a expansão da profissão, afinal ele trabalha com questões que são de total importância para o sucesso de uma empresa. Finalmente começa-se a ver a importância do Relações Públicas e esse vem sendo a cada dia mais reconhecido, consequentemente o mercado para o ofício vem se expandindo cada vez mais.