segunda-feira, 22 de novembro de 2010

México – campanha de RP para recuparar a imagem


Crime organizado, narcotráfico, gripe A. Desde que o presidente Felipe Calderón Hinojosa assumiu a presidência do México em 2006 foi assolado pela forte onda de violência decorrente da luta contra o crime e a gripe que arrasou o país no ano de 2009, contribuindo para uma forte deterioração da sua imagem no exterior. O Conselho de Promoção Turística do México constatou, por meio de pesquisa, que a imagem projetada pelo país é de insegurança e de insalubridade. Para reverter a situação, o presidente anunciou o lançamento de uma campanha de relações públicas sem precedentes para promover o país como destino turístico e de investimentos e limpar sua imagem perante o resto do mundo.

O México é considerado um dos destinos mais visitados na América Latina. Foi observado, no entanto, que o volume de turistas diminuiu em 15% nos últimos anos. É, uma imagem ruim projetada no exterior pode trazer sérias conseqüências a um país.

A identificação do México como um país palco de assassinatos e violência protagonizados por quadrilhas de narcotráfico, e a falta de um plano de comunicação efetivo que acompanhe o exército em sua luta contra o crime organizado, acaba por prejudicar o setor de turismo, levando medo à pessoas que visitam o pretendem visitar o país. Segundo Carlos Chávez, professor de Comunicação da Universidade de Anáhuac, outro ponto a ser tratado, são as más experiências por que passa um país estrangeiro em visita ao México, e que são repassadas a outros contribuem para a deterioração da imagem do país.

Dessa forma, na campanha não deve tratar apenas de promover os melhores destinos turísticos no México, mas deve se preocupar com as questões sociais da realidade do país, de forma a corrigir a percepção que o estrangeiro tem sobre o mesmo. De acordo com o anunciado pelo presidente Calderón “o projeto de reformulação da imagem mexicana, não trata apenas de colocar nos meios de comunicação as muitas praias e pirâmides do México para serem vistas em alguns países do mundo, mas também de explicar os problemas vividos e como eles são enfrentados.”

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